Já estive dos dois lados do briefing: no atendimento que o passa, e na criação que o recebe. Ter experiência em ambos os departamentos das agências digitais me trouxe bagagem para dar algumas dicas básicas para os atendimentos, gerentes de contas, gerentes de projetos etc, que estejam precisando pautar seus redatores.
Para não ter tanto ruído e facilitar o trabalho de todo mundo, que tal pensar em algumas coisinhas?
- Briefing de conteúdo não é briefing de arte
Você vai usar informações iguais para os dois, mas o conteúdo vai precisar de coisas diferentes do designer. Não envie um briefing único para a criação inteira achando que está tudo resolvido. Perca um tempinho dividindo as duas coisas, porque no fim você ganha tempo nos ajustes e aprovações do cliente.
- Não deixe para brifar o conteúdo só com o site pronto.
Isso acontece muito. O site fica lá, durante meses, cozinhando na agência. Aí na semana de entrega o pessoal percebe que ele não tem nada dentro e manda o conteúdo fazer os textos, a toque de caixa, só para entregar. Isso não dá certo. É bem melhor envolver o redator em todo o processo, da arquitetura à entrega, porque o material final vai ser bem melhor e ficar pronto antes.
- Arrume material para o redator
Ele tem que entender o que o cliente faz, como é seu posicionamento de marca, qual a linguagem que usa, para quem ele quer falar e mais um monte de coisas. Mande para o seu fiel redator material institucional, ou coloque ele em contato com sua interface lá dentro. Sem isso, os textos vão ficar ruins e provavelmente não vão agradar o cliente – nem se comunicar com o público alvo.
- Não mande o redator escreve “missão, visão e valores”
Pedir para o redator definir os valores do cliente não faz o mínimo sentido. Ele só está fazendo o texto do site, não pode criar algo que deve ser definido dentro da empresa e trabalhado pela cultura corporativa do cliente.
- Não corrija o texto
Quem faz a interface agência+cliente tem que ler o que o redator produziu, ver se encaixa na proposta, sugerir mudanças, palpitar no posicionamento de marca e na linguagem. Mas não deve mexer no texto em si. Coerência, coesão, sintaxe, gramática e outros aspectos da escrita tem que ficar a cargo de quem vive para isso. Além do atendimento não interferir nisso, o cliente também tem que ser educado a não fazê-lo. Quando quem não entende de texto interfere nessas questões, sempre sai com erro de português.
Sei que no dia a dia louco das agências nem sempre isso é possível, mas tem algumas coisinhas aí bem fáceis da gente fazer acontecer e vale a pena tentar aplicá-las. No fim, ganha-se tempo e credibilidade.
Você (redator, atendimento, anônimo que só estava passando no blog…) tem mais algum conselho? Manda para nós!