Filtro-bolha: como lidar?

O conceito de filtro-bolha é relativamente novo, mas quem escreve para veículos online (sejam portais, blogs, redes sociais) deve conhecê-lo.

A ideia é que a internet está, automaticamente, filtrando todo o conteúdo que recebemos no Google, no Facebook e em outro canais. Como ela faz isso? Por meio de algoritmos que identificam o que você mais lê, mais interage ou mais procura, e vão selecionando coisas parecidas.

Para entender melhor, assista ao vídeo da palestra de Eli Pariser, idealizador do conceito, na conferência anual da TED, um projeto que pretende espalhar pelo mundo ideias que valem a pena.

Eli Pariser: Tenha cuidado com os “filtros-bolha” online.

Pariser coloca dois tópicos em questão:

1) Como fazer o nosso conteúdo aparecer em um ambiente que vai, cada vez mais, escolher sozinho o que é ou não relevante para o leitor. Lembrando que, a princípio, a web era um lugar democrático, no qual todo tipo de informação podia ser visualizada por qualquer pessoa.

2) Como o filtro-bolha pode nos prejudicar como leitores, fazendo o conteúdo que aparentemente não seria relevante, mas que queremos ter acesso,  nunca nos atingir.

Agora ficam as questões: driblar o filtro-bolha ou se aproveitar dele? E como fazer isso? Ainda é cedo para termos uma resposta, mas já podemos começar a procurá-la. Como você vai lidar com ele?

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