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A imprensa vai se adaptar às redes sociais?

Hoje a Reuters anunciou a contratação de um editor de mídias sociais. O Wall Street Journal também está procurando um. Na contramão, o New York Times acabou com o cargo, que existia desde 2009.

Independentemente da discussão se os veículos devem ter editores de mídias sociais – tem um post interessante sobre isso no Blog do Eloy -, é bom ver que a imprensa tenta entender as novas mídias e inserir seu conteúdo e seus profissionais nas novas dinâmicas que a informação e a produção de conteúdo estão tomando. Com as mídias sociais, a comunicação é menos horizontal. Gosto da visão do Paulo Nassar, presidente da Aberje, de que hoje temos uma grande pluralidade de narrativas, criadas por muitos emissores, e que os comunicadores precisam se adaptar a isso.

Mas acho que a imprensa brasileira ainda não chegou lá.

Sei que o Estadão tem um editor de Mídia Sociais. Infelizmente não achei informações sobre seu trabalho no jornal. Mas não vi outras iniciativas do tipo. Eu estou longe do ambiente das redações, mas a impressão que tenho é de que ainda há resistência por parte da chamada “grande imprensa” em adotar modelos de comunicação mais democráticos e colaborativos. Ou de entender que ela não é mais a emissora exclusiva de mensagens para o público.

Com exceção das revistas TPM e Capricho, os outros perfis de veículos impressos que já acompanhei via Twitter não interagem com os leitores/usuários. Eles simplesmente usam a plataforma para disseminar links. Desde 2008, quando comecei a me interessar por redes sociais, os eventos e palestras do meio criticavam esse modelo. Três anos se passaram – o que para a área de comunicação digital é um tempo longo -, e continuamos parados no mesmo ponto.

O veículo impresso não rende mais tanto dinheiro quanto antes. A publicidade na web tem aumentado. Além disso, existe um público jovem que não se identifica mais com essa plataforma, feita exclusivamente pelo jornalista e sua fonte. Os profissionais precisam pensar no que fazer para seu trabalho não ficar obsoleto. Seja um editor (de mídias sociais ou das editorias tradicionais) ou um estagiário. Mas até quando vamos bater cabeça para aplicar o que sabemos bem na teoria?

Vocês conhecem outras iniciativas legais da mídia tradicional na internet? Compartilhe nos comentários.

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