
Eu fui no Social Media Day São Paulo quinta-feira passada (30/06). Sei que é notícia velha, mas peguei uma mega gripe que me deixou de molho sexta, sábado e domingo, por isso escrevo só agora.
Curti muito a iniciativa de replicar, em São Paulo, o evento mundial pensado pela Mashable. Eu mesma não teria a iniciativa dos organizadores – o pessoal da agência MOBMOB – de fazer o mesmo. Gostei muito, também, de terem recrutado um time de especialistas ou de pessoas que poderiam realmente trazer algo novo.
Mas me pergunto: o SMDaySP foi realmente novo?
Com exceção da palestra da Carla Mayumi, segunda da noite, sobre a pesquisa “Sonho Brasileiro”, nenhuma das outras foi realmente nova. Apesar de ideias interessantes, a gente acaba caindo sempre no mais do mesmo.
Ouço desde 2008, quando comecei a me interessar pela área e voltar minha carreira para a mídia social, que nós temos que humanizar a marca, permitir a participação do consumidor, interagir. Ouço todo o velho discurso da mobilidade, da democratização da agilidade que as mídias sociais trouxeram para o processo de comunicação.
Em 2008, era legal. A gente não tinha se encantado pelo Facebook, o Twitter estava começando, o Orkut ainda tinha gás e o Google+ não estava nem no projeto. Mas agora, três anos depois, acho que precisamos dar um passo à frente.
A marca precisa ser humanizada. E como eu faço isso? Como as agências, que muitas vezes tem uma cultura corporativa, pode humanizar a marca de um cliente? Como explicar para o cliente que seu consumidor final espera por isso? Como democratizar a comunicação com companhias que não tem essa cultura?
São perguntas que todos nós que trabalhamos com mídia social já fizemos e seria muito legal se fizéssemos juntos. O problema nós já temos – há uns bons anos. Agora vamos pensar juntos nas soluções?
Não estou, de maneira nenhuma, criticando o evento em si. Espero até que os organizadores continuem com ele nos próximos anos. Mas acho que, como já existe um mercado forte de social media em São Paulo, poderíamos intensificar o debate e tentar ir mais longe nas nossas análises.
Fica a dica para o ano que vem.