Usando memes em perfis de empresas

Qualquer pessoa que usa a internet mais do que cinco minutos por semana já deu de cara com um meme.

Ou o “todas chora” já apareceu no seu Facebook, alguém te chamou de “sua linda” ou você riu com as 9305 meme faces que estão se disseminando web afora. Não vou lembrar de todas para citar aqui, mas é para isso que existe a Memepedia do YouPix.

Acho legal quando os perfis corporativos nas redes usam os memes para dar uma graça nos seus conteúdos nas redes sociais. Isso, lógico, se a sua rede tiver um tom descontraído. O meme é popular, é engraçado, é a linguagem do usuário e gera engajamento.

Mas é preciso ter alguns cuidadinhos na hora de usá-los. Do tipo:

– Confira sempre a data de validade
“Luiza no Canadá”, hoje, não dá mais. Não dava nem três dias depois do fim de semana que o comercial estourou no Twitter. São poucos os memes que duram muito tempo e por isso você tem que ser rápido. Use no dia em que descobriu ou no seguinte. Passou disso, perdeu a graça.

– Pense: eles vão entender a piada?
Usei um “Me Gusta” em uma rede na qual a maioria dos seguidores não são heavy users. Resultado? Nenhum. Por isso, pense bem se os usuários da rede que você vai alimentar vão entender a piada.

– Não abuse!
Poste só de vez em quando. Se você começar a colocar memes todo dia seus leitores vão ficar de saco cheio. Então controle-se.

– Seja educado
Vários quadrinhos com as meme faces tem palavrões, gestos obscenos e violência. Por mais que você goste e que pareça engraçado, em nenhuma situação isso vai pegar bem para uma empresa. Aliás, o que vai ter de gente reclamando… é melhor nem tentar.

– Não faça bobagem
Como tudo o que a gente escreve, o meme tem que se encaixar na linha editorial da página e no negócio do cliente. Não dá para postar conteúdo aleatório, ele sempre tem que ter um gancho.

Faltou algum detalhe ou dica? Me mande, que eu atualizo o post.

Para entender melhor o que são memes e como surgem, indico esse texto ótimo da Martha Gabriel em seu blog pessoal, “Uma brevíssima história do meme”.

Agora é só mandar bala!

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Filtro-bolha: como lidar?

O conceito de filtro-bolha é relativamente novo, mas quem escreve para veículos online (sejam portais, blogs, redes sociais) deve conhecê-lo.

A ideia é que a internet está, automaticamente, filtrando todo o conteúdo que recebemos no Google, no Facebook e em outro canais. Como ela faz isso? Por meio de algoritmos que identificam o que você mais lê, mais interage ou mais procura, e vão selecionando coisas parecidas.

Para entender melhor, assista ao vídeo da palestra de Eli Pariser, idealizador do conceito, na conferência anual da TED, um projeto que pretende espalhar pelo mundo ideias que valem a pena.

Eli Pariser: Tenha cuidado com os “filtros-bolha” online.

Pariser coloca dois tópicos em questão:

1) Como fazer o nosso conteúdo aparecer em um ambiente que vai, cada vez mais, escolher sozinho o que é ou não relevante para o leitor. Lembrando que, a princípio, a web era um lugar democrático, no qual todo tipo de informação podia ser visualizada por qualquer pessoa.

2) Como o filtro-bolha pode nos prejudicar como leitores, fazendo o conteúdo que aparentemente não seria relevante, mas que queremos ter acesso,  nunca nos atingir.

Agora ficam as questões: driblar o filtro-bolha ou se aproveitar dele? E como fazer isso? Ainda é cedo para termos uma resposta, mas já podemos começar a procurá-la. Como você vai lidar com ele?

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Melhores livros de 2011

Primeiro, preciso admitir que roubei a ideia do blog do jornalista André Forastieri. Aproveito para recomendar os textos dele, muito melhores do que os meus.

Agora vamos ao que interessa.

Quem escreve, tem que ler. Para melhorar o texto, o estilo e os conhecimentos gerais. Por isso compartilho aqui esta lista, com as coisas que mais gostei de ler em 2011.

Não me lembro mais de tudo que li por gosto, e muito menos do que tive que encarar por obrigação (Oi, faculdade História. Tá boa?). Listo as mais marcantes do ano que passou.

1) “A Guerra dos Tronos”
(Vol. 1 das Crônicas de Gelo e Fogo) de George R.R. Martin.
Comecei em 2010 para terminar em 2011. Fantasia medieval genial. Há tempos não me jogava numa história desse jeito. Está na moda e dá para comprar baratinho em várias lojas, aproveita!

2) “Five quarters of the Orange”
(em português: “Os cinco quartos da laranja”), de Joanne Harris.
Joanne é uma autora inglesa que cria mulheres complexas e melancólicas em uma França de cabras, paisagens rurais e comida. Aqui, mais trágica do que nunca, numa história que intercala a década de 1990 com memórias da Segunda Guerra Mundial.

3) “A Dinâmica do Capitalismo”, Fernand Braudel.
Um dos historiadores mais geniais do século XX, Braudel desenvolveu uma teoria sobre a formação do capitalismo da Europa e formulou todo um conceito de tempo para justificar sua tese. Nesta obra ele a explica em linhas gerais e te ajuda a entender o mundo.

4) “O Guia do Mochileiro das Galáxias“, Douglas Adams.
Divertido e tenso. Um clássico pop, perfeito para fãs de ficção científica e nerds de todos os tipos. Te ensina a importância de sempre levar uma toalha. O estilo do texto é uma delícia de ler.

5) “Coisas Frágeis 1 e 2”, Neil Gaiman.
Gaiman tem um lugar marcado em meu coração de leitora – e no de redatora também. Mais legal ainda do que os contos, o que vale nessas obras são as descrições do autor sobre seu processo criativo.

6) “História e Memória“, Jacques Le Goff
Le Goff é um medievalista francês que depois de velho se dedica a estudar teoria e metodologia da História. O historiador que eu quero ser quando crescer. Nesta obra, destrincha os conceitos de Memória, Tempo, Documento e muitos outros.

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Dicas para brifar o conteúdo

Já estive dos dois lados do briefing: no atendimento que o passa, e na criação que o recebe. Ter experiência em ambos os departamentos das agências digitais me trouxe bagagem para dar algumas dicas básicas para os atendimentos, gerentes de contas, gerentes de projetos etc, que estejam precisando pautar seus redatores.

Para não ter tanto ruído e facilitar o trabalho de todo mundo, que tal pensar em algumas coisinhas?

– Briefing de conteúdo não é briefing de arte
Você vai usar informações iguais para os dois, mas o conteúdo vai precisar de coisas diferentes do designer. Não envie um briefing único para a criação inteira achando que está tudo resolvido. Perca um tempinho dividindo as duas coisas, porque no fim você ganha tempo nos ajustes e aprovações do cliente.

– Não deixe para brifar o conteúdo só com o site pronto.
Isso acontece muito. O site fica lá, durante meses, cozinhando na agência. Aí na semana de entrega o pessoal percebe que ele não tem nada dentro e manda o conteúdo fazer os textos, a toque de caixa, só para entregar. Isso não dá certo. É bem melhor envolver o redator em todo o processo, da arquitetura à entrega, porque o material final vai ser bem melhor e ficar pronto antes.

– Arrume material para o redator
Ele tem que entender o que o cliente faz, como é seu posicionamento de marca, qual a linguagem que usa, para quem ele quer falar e mais um monte de coisas. Mande para o seu fiel redator material institucional, ou coloque ele em contato com sua interface lá dentro. Sem isso, os textos vão ficar ruins e provavelmente não vão agradar o cliente – nem se comunicar com o público alvo.

– Não mande o redator escreve “missão, visão e valores”
Pedir para o redator definir os valores do cliente não faz o mínimo sentido. Ele só está fazendo o texto do site, não pode criar algo que deve ser definido dentro da empresa e trabalhado pela cultura corporativa do cliente.

– Não corrija o texto
Quem faz a interface agência+cliente tem que ler o que o redator produziu, ver se encaixa na proposta, sugerir mudanças, palpitar no posicionamento de marca e na linguagem. Mas não deve mexer no texto em si. Coerência, coesão, sintaxe, gramática e outros aspectos da escrita tem que ficar a cargo de quem vive para isso. Além do atendimento não interferir nisso, o cliente também tem que ser educado a não fazê-lo. Quando quem não entende de texto interfere nessas questões, sempre sai com erro de português.

Sei que no dia a dia louco das agências nem sempre isso é possível, mas tem algumas coisinhas aí bem fáceis da gente fazer acontecer e vale a pena tentar aplicá-las. No fim, ganha-se tempo e credibilidade.

Você (redator, atendimento, anônimo que só estava passando no blog…) tem mais algum conselho? Manda para nós!

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Estímulos para ser criativo

No blog There are no rules, da escritora Jane Friedman, tem um guest post  bem interessante de um executivo chamado Todd Henry. Ele é CEO da Accidental Creative, empresa que trabalha ajudando grandes companhias a serem mais criativas.

Como criatividade é um tema que está sempre ligado a escrita e a produção de conteúdo, compartilho aqui algumas das ideias de Henry.  O texto original, em inglês, pode ser lido no blog de Jane.

Ele defende que o produto final de um processo criativo é sempre uma somatória de referências. Vamos armazenando informações ao longo da vida, que usamos para criar qualquer material original. Para que nosso processo criativo seja eficiente, essas referências devem ser alimentadas frequentemente.

Para isso, ele sugere a busca por estímulos.

Henry diz que um bom estímulo deve ter três características: ser desafiador, ser relevante e ser diversificado.

Desafiador, pois precisa nos mostrar a possibilidade de ir além do que já produzimos.

Relevante, pois se não nos interessar não vai ter utilidade.

Diversificado, pois se ficamos muito tempo pensando na mesma coisa, atuando na mesma área, trabalhando sempre os mesmos temas, não temos nada novo que possa nos desafiar.

Acredito que um estímulo criativo possa ter as três características ao mesmo tempo, ou apenas algumas delas.  De qualquer forma, o pensamento do autor faz muito sentido. Me incentivou a buscar novas referências para as minhas produções de texto.

Alguém tem sugestões?

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